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Rondônia, quarta, 11 de fevereiro de 2026.


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Heineken sobe 4% após anunciar corte de até 6 mil empregos

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A Heineken anunciou que irá reduzir entre cinco e seis mil postos de trabalho em sua operação global nos próximos dois anos após um plano de reestruturação para enfrentar a desaceleração na demanda por cerveja, especialmente na Europa e nas Américas. Após o anúncio, as ações subiram 4% na bolsa de valores Euronext Amsterdam.

O montante representa cerca de 7% do quadro total de 87 mil funcionários da empresa, em um momento de desafios macroeconômicos. A decisão reflete uma tentativa de aliviar as dores de investidores insatisfeitos, buscando entregar maior crescimento com menos recursos, segundo fontes ouvidas pelo Financial Times.

O diretor financeiro da cervejeira, Harold van den Broek, afirmou, em conversa com a mídia, que a reestruturação visa “fortalecer as operações e permitir investimentos no crescimento”. Os cortes atingirão diversos setores, incluindo a rede de suprimentos, a sede e unidades de negócios regionais.

O executivo, que está prestes a deixar o cargo, afirmou que a prioridade da companhia é acelerar o crescimento por meio de ganhos de produtividade e mudanças no modelo operacional. “Isso desbloqueará uma maior produtividade das pessoas e permitirá maior velocidade e eficiência.”

Ele reforçou a necessidade de mudanças no modelo operacional, destacando que a prioridade absoluta da empresa é acelerar o crescimento, financiado por ganhos de produtividade, o que deve destravar maior agilidade e eficiência para a fabricante das marcas Tiger e Amstel.

Desempenho financeiro e projeções cautelosas

Embora o volume total de produção tenha caído 1,2% ao longo de 2025 devido às condições desafiadoras do mercado, a Heineken conseguiu registrar um aumento de 1,6% na receita líquida, atingindo 28,9 bilhões de euros.

Esse desempenho foi sustentado pelo crescimento em mercados emergentes, como Nigéria, Etiópia, Vietnã e Índia, que compensaram as quedas de volume de 3,4% na Europa e 2,8% nas Américas.

Já o lucro operacional orgânico da companhia cresceu 4,4% em 2025, superando a previsão de 4% estimada por analistas consultados pela Reuters.

Para o ano de 2026, no entanto, a Heineken adotou uma postura mais conservadora, ajustando sua projeção de crescimento do lucro para uma faixa entre 2% e 6%, abaixo da estimativa anterior de 4% a 8%.

Cautela da Heineken foi bem recebida

Segundo fontes ouvidas pela agência, essa cautela foi bem recebida pelo mercado. O analista da Bernstein, Trevor Stirling, classificou a nova orientação como “prudente”, considerando o cenário de cortes massivos de custos em andamento.

Além de questões internas, a Heineken enfrenta pressões setoriais de longo prazo, pois os fabricantes de bebidas alcoólicas lidam com o aumento de alertas de saúde, a concorrência de alternativas não alcoólicas e disrupções causadas por novos medicamentos de perda de peso.

A estratégia de redução de custos da Heineken alinha-se a movimentos de rivais como a Carlsberg, que também anunciou cortes de vagas e revisões em suas projeções de lucro diante de um ambiente de consumo enfraquecido e orçamentos domésticos pressionados.

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