Política
Governo Lula prepara pacote de ajuda humanitária a Cuba que pode chegar a R$ 50 milhões
O presidente Lula (PT) participa nesta quarta-feira (4) da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe. A expectativa é que à margem do encontro, que segue até sexta-feira (6), o governo brasileiro defina os detalhes do envio de uma ajuda humanitária para Cuba.
A conferência, que acontece no Palácio do Itamaraty, é um espaço de diálogo de alto nível com a presença de ministros, autoridades e outros representantes dos países da região voltado às discussões sobre segurança alimentar, agricultura sustentável e cooperação regional. O combate à fome e à má nutrição são temas centrais dos debates.
Nesse contexto, até o fim da semana, integrantes do Executivo esperam promover uma reunião para avançar no envio de alimentos a Cuba. A conversa, ainda sem data marcada, deve envolver o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, além dos ministros da Agricultura de Cuba, Ydael Jesús Pérez Brito, e da Colômbia, Martha Carvajalino. A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) também participa das negociações.
O auxílio deve ser dividido entre um montante em dinheiro, estimado entre R$ 40 e 50 milhões, e o envio direto de alimentos para socorrer a população cubana. A ideia inicial também previa o envio de medicamentos à ilha caribenha por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde.
Na segunda-feira, durante a abertura da conferência, Paulo Teixeira sinalizou que a definição da ajuda do governo brasileiro está em vias de se concretizar. “Nós vamos autorizar um recurso para que eles possam adquirir aqui no Brasil insumos para a produção de alimentos lá. E também vamos enviar alimentos para que eles possam enfrentar esse momento dramático que estão vivendo”, disse o ministro.
Como o SBT News adiantou, o Palácio do Planalto está comprometido em analisar caminhos para viabilizar a ajuda humanitária aos cubanos. O movimento encontra respaldo sobretudo na pressão de setores de esquerda, no desejo pessoal do presidente Lula e nos relatos que chegam à embaixada do Brasil em Havana.
