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Rondônia, segunda, 09 de março de 2026.


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Gasolina sobe e chega a R$ 7,29 em postos de Porto Velho no início da semana

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Motoristas de Porto Velho começaram a semana com uma surpresa desagradável nos postos de combustíveis. Nesta segunda-feira (9), o preço da gasolina já aparece mais alto em vários estabelecimentos da capital, com o litro sendo vendido entre R$ 7,19 e R$ 7,29, dependendo da região.

Apesar da alta já ser percebida na maioria dos postos, alguns ainda mantêm o valor antigo de R$ 6,96. No entanto, a tendência é que o reajuste seja aplicado gradualmente nos próximos dias, à medida que novos estoques cheguem às distribuidoras.

De acordo com representantes do setor, a diferença de preços ocorre porque parte das distribuidoras já repassou o aumento, enquanto outras ainda trabalham com combustível adquirido antes da elevação dos custos.

A pressão sobre os preços está relacionada ao cenário internacional. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel tem provocado instabilidade no mercado global de petróleo, elevando o valor do barril, que ultrapassou US$ 90 na última sexta-feira (6), atingindo o maior patamar desde 2023.

Mesmo com o aumento observado nos postos, a Petrobras não anunciou nenhum reajuste recente. A última mudança nos preços praticados pela estatal foi divulgada em 26 de janeiro.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), atualmente há uma defasagem entre os preços praticados no Brasil e os do mercado internacional. No caso do diesel, essa diferença chega a 64%, enquanto a gasolina estaria cerca de 27% mais barata no país.

A Fecombustíveis, entidade que representa sindicatos patronais de cerca de 45 mil postos em todo o Brasil, informou ter recebido relatos de distribuidoras elevando os preços em função da alta do petróleo no mercado externo.

A entidade ressalta que o mercado de combustíveis é livre e cada posto decide se repassa ou não os custos ao consumidor, seguindo estratégias próprias de concorrência.

Mesmo com a Petrobras responsável por aproximadamente 70% do abastecimento nacional, o Brasil também utiliza combustíveis importados e produção de refinarias privadas, que acabam reagindo mais rapidamente às oscilações do petróleo no exterior.

Com esse cenário, especialistas alertam que o aumento do combustível pode pressionar outros setores da economia, impactando diretamente o custo de transporte e contribuindo para a inflação.

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