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Rondônia, terça, 24 de fevereiro de 2026.


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Álcool e energético: mistura pode alterar o ritmo do coração e elevar risco de arritmias

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O consumo de bebidas energéticas segue em alta no Brasil. Segundo levantamento da Nielsen, a produção nacional atingiu 557 milhões de litros, com crescimento de 17% entre 2023 e 2024. A popularização do produto, no entanto, tem acendido um alerta na área da saúde, especialmente quando há combinação com bebidas alcoólicas.

De acordo com o cardiologista Herbert Mendes, docente do Idomed, a mistura de álcool e energético pode aumentar significativamente o estresse sobre o sistema cardiovascular.

O álcool, por si só, pode:

  • Elevar a frequência cardíaca;
  • Aumentar a pressão arterial;
  • Estimular a diurese, favorecendo a desidratação.

Já os energéticos contêm substâncias estimulantes, como cafeína e taurina, que aceleram o coração e também podem elevar a pressão. Quando combinados, os efeitos se somam.

“Além do possível efeito tóxico do álcool sobre o coração, há o estímulo direto no ritmo cardíaco provocado pelos energéticos. Essa combinação favorece picos de pressão e alterações no batimento, principalmente em situações de excesso”, explica o especialista.

Risco maior após períodos de exagero

O médico chama atenção para o aumento de casos de arritmia após fins de semana prolongados, festas ou eventos intensos. Mesmo o consumo isolado de álcool já pode desencadear alterações no ritmo cardíaco, fenômeno conhecido como “holiday heart syndrome”.

Com a adição de energético, o risco tende a crescer, especialmente em quem já tem alguma predisposição.

Sinais de alerta do corpo

Um dos problemas, segundo Mendes, é que muitos jovens confundem sintomas com euforia.

“Às vezes a pessoa sente o coração acelerado e interpreta isso como animação. Mas pode ser um sinal de alerta”, afirma.

Entre os sintomas que indicam que é hora de interromper o consumo estão:

  • Náusea
  • Tontura
  • Coração acelerado
  • Sensação de mal-estar

Se o corpo demonstrar desconforto, a orientação é parar imediatamente.

Quem deve evitar totalmente

O cuidado deve ser redobrado, ou o consumo deve ser evitado, por pessoas que apresentam:

  • Histórico de arritmia
  • Palpitações frequentes
  • Desmaios
  • Valvulopatias
  • Doenças cardíacas diagnosticadas

Mesmo quem não tem diagnóstico fechado, mas apresenta sintomas como falta de ar ao esforço, tontura ou palpitação recorrente, deve evitar estimulantes.

Em contextos de lazer, a combinação pode parecer inofensiva, mas a sobrecarga cardiovascular pode trazer consequências importantes. Reconhecer limites e respeitar os sinais do corpo é essencial para reduzir riscos.

A popularidade dos energéticos continua crescendo. mas o consumo sem cuidado, especialmente associado ao álcool, exige atenção redobrada para proteger o coração.

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