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Rondônia, quarta, 11 de fevereiro de 2026.


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Adeus exagero: por que tantas mulheres estão reduzindo o silicone

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Durante muitos anos, o desejo por mamas volumosas dominou o imaginário estético feminino. Próteses maiores eram associadas à feminilidade, à sensualidade e até ao sucesso social. Hoje, esse cenário mudou. Cada vez mais mulheres buscam resultados mais naturais, proporcionais ao corpo e alinhados ao seu momento de vida. A escolha pelo volume do silicone deixou de seguir um padrão e passou a ser profundamente individual.

O impacto do tamanho da prótese no corpo e na saúde

Próteses maiores podem oferecer projeção e presença visual marcante, mas também trazem desafios. Volumes excessivos podem aumentar o peso sobre a coluna, favorecer dores cervicais e lombares, acelerar a flacidez dos tecidos e, em alguns casos, comprometer a durabilidade do resultado ao longo dos anos.

Por outro lado, implantes menores tendem a respeitar melhor a anatomia da paciente, proporcionando resultados mais leves, naturais e duradouros. Eles costumam apresentar recuperação mais confortável, menor impacto biomecânico e melhor integração com o tecido mamário ao longo do tempo. Não existe um “tamanho ideal” universal – existe o tamanho mais adequado para cada corpo, rotina e expectativa.

Quando diminuir ou retirar o silicone faz sentido

O aumento da procura pela troca de próteses maiores por volumes menores – ou até pela retirada completa dos implantes – reflete uma mudança de prioridades. Muitas mulheres relatam desejo por mais liberdade, conforto físico e identificação com a própria imagem.

Quando a opção é pela retirada do silicone, a cirurgia plástica oferece alternativas seguras para remodelar a mama. Técnicas que utilizam a própria glândula mamária e a gordura da paciente permitem elevar, dar forma e melhorar o contorno das mamas sem a necessidade de novos implantes. Em alguns casos, a associação com lipoenxertia contribui para restaurar volume de maneira sutil e natural, respeitando a harmonia corporal.

A dimensão emocional por trás da mudança de preferência

A transformação na escolha do volume do silicone não é apenas estética – é também psicológica. Muitas mulheres passam por mudanças importantes ao longo da vida: maternidade, amadurecimento emocional, redefinição de prioridades, autoconhecimento e reconexão com o próprio corpo.

Hoje, a cirurgia plástica acompanha esse movimento. O foco deixou de ser atender a um padrão externo e passou a valorizar a identidade, o conforto e o bem-estar da paciente. Escolher colocar, diminuir ou remover o silicone não é sinal de arrependimento, mas de evolução pessoal e autonomia sobre o próprio corpo.

A cirurgia plástica moderna não impõe decisões – ela oferece possibilidades. Seja optar por um implante, reduzir o volume ou seguir sem próteses, o mais importante é que a escolha faça sentido para quem a vive. Harmonia, leveza e segurança não estão no tamanho do silicone, mas na coerência entre corpo, desejo e momento de vida.

* Mariana Fernandes Zalli é cirurgiã plástica, médica formada pela Universidade Regional de Blumenau (Furb) e membro da Brazil Health

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