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Aumento de até 56% no combustível pode encarecer ainda mais passagens e isolar Rondônia
O governo federal lançará um pacote de socorro às companhias aéreas brasileiras após a Petrobras confirmar, nesta quarta-feira (1°), um reajuste de até 56% no querosene de aviação (QAV) vendido às refinarias no País.
De acordo com o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, haverá um mix de medidas como linhas de crédito, prorrogação de tarifas e alterações tributárias. Os detalhes serão fechados pelo Ministério da Fazenda. O preço do querosene de aviação é impactado pela alta do petróleo no mercado internacional em decorrência da guerra no Irã.
“O governo do presidente Lula está atento para que a gente possa, nos próximos dias, apresentar as medidas que serão mitigadoras: linhas de financiamento, prorrogação de tarifas, algo com relação à questão tributária. Será um conjunto de medidas que irá mitigar esse impacto, para que o brasileiro na ponta não sofra tanto”, afirmou Franca.
Mais cedo, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que não poderia antecipar os anúncios, mas garantiu a existência de estudos dentro da equipe econômica para reduzir os impactos econômicos do salto do petróleo para além das medidas voltadas ao diesel.
De acordo com as companhias aéreas brasileiras, o QAV impacta de 30% a 40% no custo da aviação civil. O ministro de Portos e Aeroportos afirmou ainda que existe um diálogo entre governo federal e Petrobras.
“A gente está em diálogo com a Petrobras, com o Ministério da Fazenda. É um fato, o impacto das questões geopolíticas no combustível no Brasil e no todo o mundo”, ressaltou.
