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Rondônia, terça, 31 de março de 2026.


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Ponte sobre o Rio Igapó Açu na BR-319 tem obras autorizadas e reforça ligação com Rondônia

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O Ministério dos Transportes anunciou nesta terça-feira (31) a abertura de edital para a pavimentação de 340 quilômetros do “trecho do meio” da rodovia BR-319, que liga o estado do Amazonas ao restante do país. A obra está orçada em R$ 670 milhões e a previsão é que os três editais de licitação sejam publicados no dia 10 de abril no Diário Oficial da União. A publicação do edital está prevista para 10 de abril de 2026, e a abertura das propostas ocorrerá em 30 de abril.

As intervenções estavam suspensas desde julho de 2024, após decisão judicial, mas agora voltam a ser realizadas com base nas alterações da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que flexibilizou exigências para obras em trechos já existentes.

Conforme o documento da ordem de início de serviço, a construção é de uma ponte sobre o rio Igapó Açu, no km 260,7 da rodovia, entre Manaus/AM e a divisa com Rondônia.

Melhorias nesta rodovia é uma das principais bandeiras do mandato de Braga no Senado. Ele classificou a data como um dia histórico.

A ponte terá 320 metros de extensão e o projeto será executado por empresa contratada em regime semi-integrado, incluindo elaboração do projeto executivo de engenharia e construção.

Além disso, o Ministério prevê a implementação do Plano de Melhoramento e Pavimentação da BR-319 em quatro lotes, no trecho que vai do Igarapé Atíi ao Igarapé Realidade, com extensão de 339,4 km. O valor total da contratação é de R$ 678 milhões, com prazo de execução de três anos.

Importância da BR-319

A rodovia BR-319, com 885 quilômetros de extensão, é o único elo terrestre que conecta os estados do Amazonas e Rondônia ao restante do Brasil. Inaugurada em 1976, a via liga as capitais Manaus e Porto Velho e tem papel central na integração territorial da região.

A importância estratégica da rodovia se evidencia nos períodos de seca severa dos rios, quando ela se torna a principal rota para o abastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos a uma população de cerca de 4,6 milhões de pessoas. A via também é essencial para o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus e o transporte de passageiros.

A rodovia não recebe recapeamento integral nem manutenção efetiva desde o fim dos anos 1980. Atualmente, cerca de 400 quilômetros da rodovia  o chamado “trecho do meio”  seguem sem pavimentação, comprometendo a logística e a segurança dos usuários. A recuperação completa da estrada é apontada como medida essencial para garantir a soberania territorial e a estabilidade econômica de Manaus, a maior metrópole da Amazônia.

   

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