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Rondônia, terça, 17 de fevereiro de 2026.


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Pegadas de dinossauros são encontradas próximo ao local dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

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Milhares de pegadas de dinossauros preservadas em uma parede rochosa quase vertical, a mais de dois mil metros de altitude, foram identificadas por paleontólogos italianos no Parque Nacional Stelvio. Segundo os pesquisadores, a descoberta está entre as mais importantes do mundo para o período Triássico.

Os registros fósseis incluem marcas que chegam a 40 centímetros de largura, algumas com impressões nítidas de garras. As pegadas se distribuem a alta altitude de Fruem ao longo de cerca de cinco quilômetros no vale glacial aele, nas proximidades de Bormio, uma das cidades-sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, no norte da região da Lombardia.

Durante coletiva de imprensa, o paleontólogo do Museu de História Natural de Milão, Cristiano Dal Sasso, afirmou que “este é um dos maiores e mais antigos sítios de pegadas da Itália”.

De acordo com os especialistas, as marcas foram deixadas há mais de 200 milhões de anos por grupos de dinossauros herbívoros de pescoço longo, provavelmente plateossauros. Na época, a região era ocupada por uma lagoa quente, um ambiente propício para que os animais circulassem pelas margens e deixassem seus rastros na lama ainda úmida.

Os especialistas estimam que as pegadas estejam no local há mais de 200 milhões de anos | Foto: Elio Della Ferrera/Arch. PaleoStelvio (PNS, MSNM, SABAP CO-LC)

“As pegadas se formaram quando os sedimentos estavam moles, nas amplas planícies de maré que cercavam o antigo Oceano Tétis”, explicou Fabio Massimo Petti, icnólogo do MUSE de Trento, que também participou da apresentação. Segundo ele, a lama, posteriormente transformada em rocha, possibilitou a preservação de detalhes anatômicos raros, como a forma dos dedos e até das garras.

Com o passar de milhões de anos, o movimento gradual da placa africana em direção ao norte provocou o fechamento e a dessecação do Oceano Tétis. As camadas sedimentares que antes formavam o fundo marinho foram dobradas e elevadas, dando origem à cadeia dos Alpes. Esse processo geológico fez com que as pegadas, originalmente horizontais, passassem a ficar dispostas quase na vertical na encosta da montanha.

Os fósseis foram avistados pela primeira vez em setembro, quando um fotógrafo de vida selvagem observou as marcas enquanto acompanhava veados e abutres-barbudos na região, segundo relataram os pesquisadores.

Para Giovanni Malagò, presidente do Comitê Organizador de Milão-Cortina 2026, a descoberta tem um significado especial. “As ciências naturais oferecem aos Jogos um presente inesperado e precioso, vindo de eras remotas”, declarou aos jornalistas.

Por se tratar de uma área de difícil acesso, sem trilhas que levam até o local, os estudos deverão contar com o apoio de drones e tecnologias de sensoriamento remoto para mapear e analisar o sítio fossilífero com segurança.

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